Friday, September 27, 2013


Status: em depressão.
Motivo: faltei à reunião da Gaiola.
Motivo do motivo: Porque eu sou uma pessoa muito anta que mora muito longe. 

Muito fraca pra pensar num post decente hoje. 

Thursday, September 26, 2013

STATUS: EM REUNIÃO

REUNIÃO DO GAIOLA

PARTICIPANTES:

- Miss Bellum
- Electra Perrier
- Estagiária Inominada

Data:
26/09/2013

Local:
Quartel General - Brasília

Assunto em pauta: Como dominar o mundo.



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Amanhã voltamos com nossa programação normal.


Friday, September 20, 2013



Uma doente, a outra doente também, o post do convidado do sabado estava pronto e não saiu, a Ira viajando, a safada da Electra que ia vir pros USA se encontrar comigo para uma reunião de diretoria e botar ordem nessa zona, mas como ela me deu o cano, eu entrei em depressão e não vou conseguir escrever nada.

Dodói


Como sou muito cretina, invejei a Miss Belum e fiquei doente também. Não chega a ser sério o suficiente para me dar um atestado, então terei que ir para outra cidade atender os adoráveis (sqn) filiados do sindicato. De modo que estou com muita muita preguiça de escrever hoje e, por isso, vou poupá-los das minhas histórias de santinha-cagona. 
Semana que vem prometo que conto da primeira vez que paguei um sapo pra um desconhecido na rua!

(Por oportuno, ficam todos oficialmente convidados para ler o post que saiu de dentro da minha cabeça de garrafinha essa semana: http://pordentrodagarrafinha.blogspot.com.br/2013/09/chega-de-fiu-fiu.html)
 

Thursday, September 19, 2013

A primeira crise de sinusite

cof... cof...
To escrevendo esse post do meu sofá (peça mobiliária da qual eu não saio direito tem três dias).
Segunda a noite tive uma crise brava de sinusite que me manteve sentada sobre ele durante toda a madrugada, enquanto Sr. Prefeito roncava, sobre a cama, no quarto banhado pelo ar frio do ar condicionado.
Terça de manhã tive que ir ao pronto socorro porque não estava me aguentando de dor na cara. Era só inventar de assoar o nariz que parecia que meus dentes iam pular pra fora da boca, tamanha a dor que eu sentia.
Dr. Simpatia me atendeu e mandou tirar chapa (raio-X). Depois me mostrou aquela fotografia interna do meu ser e explicou que onde estava tudo esbranquiçado (lá nos seios da minha face), deveria estar mais escurecido. Isso significava que ali, toda aquela região clara, estava cheio de secreção! Ótimo!
Dr. Simpatia perguntou se eu precisaria de algum comprovante que eu estive ali... eu pedi só uma declaração dizendo que eu fui lá, caso alguém questionasse. Dai ele, sábio que é, falou "olha, você num quer um atestado de dois dias? Porque vai demorar um pouco pra esse remédio fazer efeito..." (eu nunca vi lugar melhor no mundo pra dar atestado médico. Lá em SP eu podia estar morrendo que o filho da mãe do médico mandava ir trabalhar. E se pedisse atestado rolava uma cara feia, as vezes até um pequeno sermão do tipo "que é isso, você não está tão ruim assim, amanhã você já está inteira").
Fui pra obra com a minha receitinha de antibióticos e antialérgico na mão. Fiquei até a hora do almoço. Dito e feito. Fiquei malzona e não aguentei trabalhar o dia todo. Não sei se foi a sinusite ou se foi o atestado que eu tinha na bolsa, mas só sei que resolvi ir pra casa. Me droguei e fiquei afundada no meu sofá.
A noite, sem condições de deitar a cabeça para dormir, continuei no sofá, dessa vez com a companhia de um rolo de papel higiênico, um xarope pra tosse, meu antibiótico, um remédio descongestionante de nariz e meu travesseiro.
Manhã de quarta feira. Sem condições de levantar. Vou pra obra só depois do almoço. Mais drogas, mais sono, mais sofá.
Almocei, tomei um banho e, já um tiquinho melhor, criei coragem e fui trabalhar. Cinco da tarde em ponto eu estava dentro de casa de novo (e se você está ai pensando "Ué, mas o expediente não acaba as cinco? Como você já estava dentro de casa?", eu te respondo "Quer ver meu atestado, santa?").
Resolvi fazer um pudim, porque né, é rápido, fácil e eu tava com lombriga, já que não ando sentindo gosto de nada.. vai que o pudim ajuda... e depois afundei no sofá de novo. E cá estou.
Essa foi a primeira vez que eu me f*di com sinusite...
E agora num vou escrever mais porque preciso me drogar.
Bjos e até a semana que vem... se eu conseguir sobreviver ou se o meu sofá não me engolir... Fui.

Assim, só que menos peluda...

Sunday, September 15, 2013

O primeiro show de Heavy Metal

Há alguns dias:
- Mãe, a minha banda favorita vem pra phoenix. Vem comigo?
Como não é todo dia que seu filho adolescent quer ficar com você, a unica resposta aceitável é:
- Claro.
Compramos os tickets para um show que segundo a lia, seria em outubro (sqn).
Quando abro o envelope da Fedex, vejo horrorizada que o show seria dentro de três dias, e ia começar a uma da tarde.
Me descabelo um pouco, ligo pra Juliana, minha assessora para assuntos desesperadores e afins, ela ri, eu continuo numa sinuca de bico, até lembrar que o meu santo, fofo, lindo cunhado estava a caminho de Phoenix, e poderia me ajudar com a logistica, já que um show a uma da tarde, numa sexta feira, além de tirar uma criança da escola, me impediria de buscar a outra no fim da aula.
Depois de ameaçar matar a Lia por mal planejamento, consigo encaixar todos os pedaços do quebra cabeças e relaxo,
Vamos ao show da tal bandinha dela.

O dia chega. Saimos de casa as 11:30 para não atrasar.
Deixo o Fabio de sobreaviso. Devemos voltar prá casa as 3:30 maximo 4 da tarde - e vamos precisar de uma carona.
Assim que chegamos ao lugar do show, tive vontade de me agarrar ao banco do carro e não descer. A audiencia era punk. Literalmente.


Rapidamente faço uma nota mental: checar na internet a proxima bandinha que a filha quiser ir assistir.
Ficamos lá, sentadinhas no chão, esperando o portão abrir, quando eu vi uma outra mãe com a sua cria.
- Oi! você vai ficar?
- Não, só vim trazer a minha filha e o namorado.
Nota mental - arrumar namorado para a filha, para ela vir acompanhada DELE, da proxima vez.
- E que horas você vem busca-la?
- 10 ou 11 - ela vai me ligar.
Quase desmaio e tento me convencer que a mulher só poed estar louca. Como assim?
Os punks aumentam, as filas crescem e eu percebo que o negócioe stá ficando sério. E eu vestidinha de cor de rosa, com a minha roupinha da Desigual - linda de morrer, super paz e amor.
Entramos. Confirmo. A "bandinha" da Lia vai tocar as 9:25.
O sol está causticante. Phoenix é uma imensa fornalha.
Li corre comprar a camiseta do Avenged Sevenfold - a bandinha que viemos assistir. as filas estão kilométricas, quem não está com a camisera, corre compra-la. Os outros "grupinhos" são: HIM, Volbeat, All That Remains, Hailstorm. Nunca ouvi falar de nenhum deles, mas eles estão começando a me lembrar os Iron Maiden e Venom da minha época ( nunca fui a um show, nunca tive um LP, mas eu tinha a jaqueta - e parecia da gang).


Respira fundo. Conta até 10. Mais 10. Ah, foda-se...quem  está na chuva...
Começo a prestar atenção nas pessoas. Todo mundo com cara de mau e atitude de corte inglesa. Por favor, obrigada, com licença chovem nas filas, e nos lugares publicos.
Todo mundo é cortês e sorridente - até as cameras sairem dos bolsos e todo mundo fazer cara de mau.
O calor está infernal, mas o clima é de camaradagem e euforia. Todo mundo rindo, brincando, se divertindo.
Começam os shows paralelos.
Em palcos armados aqui e acolá, bandas locais ( dessa vez bandinhas mesmo), se apresentam para grupos pequenos.
Me arrependi de não ter tirado fotos, nem ter prestado atenção aos nomes. Gostei dos dois shows que eu vi, e pela primeira vez na vida, me vi "trapped" num mosh ( aquela roda de gente se estapeando).
Primeiro olhei pra ver onde a Lia estava, pra ver se eu precisava ir lá sava-la, ai percebi que ela estava bem, mas eu estava no meio da pancadaria.
Só levei um tapão antes de conseguir escapar completamente dos fulanos batedores. Eles batem com a mãoe m concha, pra fazer bastante barulho e doer relativamente pouco. Levei meu tapa, mas como fui pega de surpresa, não revidei.
Me arrependi muito, por que eu tinha 2 litros de agua na minha bolsa e eu poderia ter dado uma bolsada na cabeça do cara e ter "ganho"o mosh.
Fiquei ali olhando, provavelmente com cara de besta.
Eles se estapeiam, a coisa parece uma briga mesmo, e depois eles se abraçam se dão tapinhas amigáveis nas costas e voltam a fazer a roda da pancadaria. Tudo no maior amor.
Uns outros roqueiros de camiseta de caveira, viram que tinha um grupo de meninas meio perto dos "batedores"e fizeram uma barreira para protege-las. Entre elas, a minha filhinha, pulando e gritando ao som de uma banda desconhecida.
Lia parecia estar em seu habitat natural. Rindo, pulando e dançando. Feliz!
E eu ali, agora mais atenta, com a minha bolsa cheia de garrafas dágua, preparada para o próximo mosh!
As 4:30 abriram os portões da arquibancada onde os shows oficiais iam acontecer.
Quase desmaiei de alegria quando vi as cadeiras, enfileiradas embaixo de uma cobertura imensa.
Finalmente nós iriamos nos sentar. Numa sombra. E eu ia parar de derreter.
Até que chegamos ás nossas cadeiras e eu percebi que não só elas estavam no sol, mas também elas iam continuar ensolaradas até o ultimo raio desaparecer. estavamos do lado errado da audiência.
Compramos uma garrafa dágua gelada (que custou literalmente o preço de 20 garrafas no supermercado) e ficamos ali esperando o show começar.
Confesso que além do mal estar que o calor estava me dando, eu estava com medo do que o show ia trazer.
No meio de muitos "fucking great" "fucking amazing" "fucking awesome' "fucking beautiful" ,a  primeira banda se apresentou.
E a segunda.
Mais uma 1 ( e eu dormi).
Na quarta banda eu já estava descansada.
E aí veio a atração da noite, Avenged Sevenfold e eu entendi por que eu paguei esse mico todo.
Por que eu passei calor, fome, sede e medo.
A Lia pulou, cantou, gritou até ficar rouca.
E ver aquela alegria toda no rostinho da minha filha, fez valer cada minuto desse dia exaustivo!

Saturday, September 14, 2013

Blogueira convidada - Adriana da Noruega



A dri eh muito louca, ele escreve de um jeito muito engraçado, que da ate pra imaginá-la falando, loucamente, gesticulando (isso porque eu nunca a vi pessoalmente na vida). E eu cai de amores pelo blog dela faz um tempo e esse post que ela mandou especialmente pro Gaiola me faz lembrar dos tempos frios em que morei no norte, nooooooorte, da Suecia. 

Vamos sofrer/rir juntos?

Ira Fermion


Adriana versus Inverno nas Montanhas da Noruega



Resuminho para vcs se situarem: Adriana de São Paulo conheceu um mocinho no Manifesto Rock Bar, vindo da Noruega, e teve a brilhante idéia (sqn, principalmente no inverno heheheh) de vir morar aqui. (não foi assim mega a jato né galera ahahahahha)


Então tá né. Ai q no meu primeiro inverno aqui a criatura resolveu alugar uma cabana nas montanhas norueguesas para a brasileira ver as montanhas cobertas de neve e ir esquiar. A brasileira inocente de tudo vibrou com a notícia, ficou toda excitada com o fato de ir esquiar e já foi pedir para as sobrinhas do dito cujo roupas de esqui e tal.


O lugar: Hemsedal, tb conhecido como “Alpes Escandinávos”. É a segunda maior estação de esqui da Noruega, e a mané aqui achando tudo lindo.


Ai  q o lindo aqui alugou uma cabana mega romântica, no meio das montanhas, isolada de tudo e no final de uma mega subida, q coisa mais hollywoodiana. 


No caminho a bobona q vós escreve foi se derretendo de amores com a paisagem toda branca, as estradas todas cobertas de neve, a floresta de pinheiros toda branquinha, um friozinho bom e pensando o quanto vai ser legal ficar na cabana namorandinho com lareira e tal AHAHAHHAHAh trouxa. Tem q ver se vai chegar lá primeiro né.


Ai q o carro consegui subir a subidinha, foi bem devagarzinho quase parando mas consegui. Mas os Deuses fanfarrões me presentearam com um namorado perfeccionista e doente mental,  e a criatura resolveu descer a rampinha novamente para estacionar em um ângulo perfeito q iria facilitar ainda mais a vida na hora de retirar as coisas do carro para carregar para dentro da cabana (puta frescura sem tamanhoooooo).


Mas é lógico q os Deuses fanfarões iriam nos punir por tamanha idiotice. Logicamente e carro não subia nunca e ficamos dando ré, acelerando, dando ré, acelerando durante infinitos minutos e nada do carro conseguir subir tudo.  Ai pega aquelas correntes para colocar nos pneus, e é nessa hora q descobrimos q a corrente é um tamanho menor do que deveria ser e será um inferno na terra conseguir conectá-la nos pneus.


Sabe aquela hora q vc gostaria de poder falar “Eu te avisei”?, mas infelizmente eu não tinha avisado então tinha q ficar quieta ehehheheh.


As luvas tiveram q ser retiradas para poder plugar a bendita corrente e os dedos começaram congelar instantaneamente. E pra ficar mais legal quando conseguimos conectar a corrente e o Lars tentava subir a corrente desconectava e ficava perdida no meio da neve. E lá ia eu entrar embaixo do carro para procurar a “filha da fruta da corrente”.



Depois de 4 ou 5 tentativas e pessoas já nervosas e dedos a ponto de necrosarem finalmente conseguimos estacionar o carro lá na cabaninha... e não é q ele ainda falou “Podia ficar melhor...”, mas antes de ele continuar ele olhou para mim e como eu estava chorando ele não teve outra alternativa a não ser deixar pra lá. 


Gente eu chorava, chorava, chorava que achava q eu iria morrer de tanta dor. Só quem já ficou com os dedinhos de fora por mais de 5 minutos quando está  menos 18 graus poderá me entender.


É uma dor q não tem fim. Vc tipo começa a perder a sensibilidade do dedo né, ai que começa a esquentar de um jeito maléfico, q vem de dentro para fora. É como se os ossos estivessem em brasas (NOSSA SENHORA, falou ai a Super Drama ahahahhah).  Serião gente, doi muito, muito mesmo. É tipo dor do parto, só que pior (AHAHAHHAHAH mães de plantão é brincadeirinha tá, não precisa me baterem).


O Sr. Instinto só quer q vc abra a torneira na água bem quente e mergulhe suas mãozinhas lá, mas a Sra. Experiência Própria (na voz do amado aqui) disse que isso só piora o quadro.  Então lá fiquei eu sentadinha chorandinho esperando os dedos voltarem a vida, enquanto o Sr. Namorado trazia as malas para dentro (ai sim né 1 a 0 pra mim, pelo menos isso né).

Depois desse desastre de recepção, até que as montanhas norueguesas foram legais conosco. Os dias q passamos lá foram ótimos. Muito frio, muita neve, muita lareira, chocolate, marshmallow, cerveja, vinho e tudo de gostoso. 


Fomos esquiar tb (q era o assunto do post, mas eu escrevo mais q a mão - aahhahaha pode essa troca já q não dá pra usar falo mais q a boca?), q acabou sendo outro fiasco na vidinha da coitada da Adriana, mas como o texto ficou mega monstro eu conto em outra oportunidade (se for convidada pra isso né ahahhahahha).


Ah gente e eu brincando sozinha enlouquecidamente pela primeira vez em um montão de neve me joguei de joelho em um monte de neve lá em volta da cabana e aprendi uma lição muito valiosa, e que agora divido com vcs: Nunca pule de joelhos em um monte de neve, pode ter um pedra escondida lá e vc poderá quase estragar o final de semana AHHAAHHAHAH.